terça-feira, 3 de novembro de 2015

E hoje não deu mais... Eu tive que escrever sua ausência. O que ela me faz.


Vejo as horas passarem

O tempo mudar
O calor queimar
E o frio me lembrar que você não está mais aqui
Meu coração dói com tua ausência
A dor que a saudade produz é tremenda
O ar é intragável e as músicas insuportáveis
Nada é igual sem você
A sua voz a sussurrar no meu ouvido
Palavras que serão nossos segredos eternos, infinitos
Seu olhar penetrante na minha alma
Desvendou todos os meus mistérios, até os que eu desconhecia
Suas mãos no meu corpo produziam reações exageradas
Intensas reações exageradas que desesperadamente tento,
Luto para ainda sentir e lembrar de cada cor,
Cada cheiro, beijo, sussurro, desejo, planos...
Você ainda mora em cada parte do meu corpo
E a inércia só deixa isso mais forte
O silêncio me lembra tanto você que durmo e acordo com músicas que não me machuquem
Eu sei que jamais terei algo igual
Tão puro, simples, sincero, verdadeiro, intenso
De tão simples se tornou forte, criamos raízes
Você brotou em mim sem que eu me desse conta
E sem perceber me diz que eu já estava em você
Algo tão bonito assim jamais vai morrer
Ainda que você não esteja mais aqui
E quando eu olhar para as estrelas e a lua vou me lembrar dos seus beijos e abraços nas nossas noites intermináveis
E a lua cheia sempre a me lembrar daquele pedido de namoro tão simples e tão lindo que jamais esquecerei
Aquele pier não permitirá que eu me esqueça que coisas puras e boas existem e quando eu menos esperar no meu coração entrará novamente o que realmente significar.
Não desistirei de esperar e escolher o que realmente tem significado.
Serei forte, eu prometi e cumprirei!

O belo já não existe


Meus olhos chuvosos vêem várias coisas ao mesmo tempo.
Minha mente reprisa cenas doces mescladas de palavras amargas e atitudes grosseiras.
Meu estúpido coração acredita em cada mentira grotesca e idiota.
Eu sangro, eu choro, eu sofro e ele ri!
Agora eu admiro algo amargo desejando, com prazer, que fique doce como costumava ser.
Como ele era!
Como um dia foi!
Só pra mim?!

Terríveis olhos azuis

Se eu te chamasse para vir comigo ao parque você viria?
Só conversar olhando as nuvens e rindo das bobagens?
Se espantar com as semelhanças e gostos e gestos em comum?
Olhar nos olhos e dizer que sentimos saudades?
Segurar nossas mãos e fingir que não é nada demais?
Dar um beijo sem graça e mudar o clima do ambiente?
Fazer amor como se fôssemos namorados apaixonados e passar a noite abraçados?
Acordar pela manhã com abraços, beijos e brincadeiras de casal?
E fazer amor de novo?
Nos despedirmos quase morrendo de dor ao ter de nos separar?
Abraços sufocantes a ponto de doer, uma dança embalada com uma música distante e milhares de pequenos beijos no rosto seguido de um profundo e interminável?
E se no dia seguinte fingíssemos que mal nos conhecemos e não temos nenhuma afinidade ou contato?
Se você ignorasse as minhas mensagens e depois me desse uma explicação qualquer e eu acreditasse?
Se você me magoasse e depois de se retratar fizesse tudo de novo?
E se eu chorasse ouvindo uma música triste enquanto lembro de nossa discussão e escrevesse isso?
Eu poderia viver essa história?
Aguentaria estar nessa situação?
Eu seria feliz?
Você estaria feliz me vendo assim?
Você me vê assim?
Você me vê?
Você!
E eu?
Eu?
Você e eu?
Ou você ou eu?


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Algo passageiro

Logo agora que já estava tão fácil não pensar em você, não perceber suas mentiras ou desculpas e não sentir mais a sua falta. 
Depois de algumas horas juntos novamente eu me vejo na mesma armadilha da qual já havia me livrado antes, tentando acreditar em suas vagas palavras enquanto suas ações são contrárias a elas. 
Dormindo e acordando com flashes deliciosamente torturantes e ilusões que me atormentam o dia inteiro sempre que me pego tentando te esquecer de novo. 
E de novo. 
E de novo. 
Que vontade de mergulhar e deixar submergir toda essa história que parece existir só em minha fraca mente. 
O silêncio do espaço, da mente, a tranquilidade invadindo e preenchendo esse vazio que estou sentindo. 
Um lugar que você faz questão de preencher momentaneamente para em seguida desaparecer.
 Esse buraco que não existia antes de você e que foi violentamente empurrado para dentro de mim, agora me perturba o antes imperturbável.
 A calmaria me estressa, as minhas coisas já não parecem mais pertencer somente a mim e meus pensamentos parecem roubados. 
Corre de mim, coração! 
Foge de mim que já não anseio mais nada passageiro. 
Já não te quero mesmo te desejando, 
mesmo te aspirando e respirando cada parte de ti. 
Então corre!

terça-feira, 17 de março de 2015

A lua cheia perfeita




A lua sorri para mim.
Ela diz
Menina, olhe em volta,
olhe para baixo e para cima também.
Não perca esse encanto,
inocência sincera, a pureza bela
do seu coração e dos seus olhos!
Confundi-me em sua luz, energia vibrante
transpassando cada átomo alcançável.
O silêncio, o vento a tocar minha pele e cabelo.
Pude ouvir seus sussurros dentro de mim
diziam coisas belas e desejáveis.
Admirando cada detalhe da
existência,
percebendo os traços misteriosos
que nos cercam.
O azul dominou meus olhos antes verdes, as vezes mel.
Os "esses" na minha mente,
quase em minha boca,
me fizeram desejar estar.
O sorriso brotou descompassando 
o coração,
e no meio da canção a visão jamais vista
ou vivida, mas esperada.
Parada no tempo uma vez mais,
outra vez e de novo.
Sem companhia, mas não sozinha.
Sendo feliz comigo mesma
só que com uma vontade quase 
contida de compartilhar.
Meu coração está em paz.
Minha alma quieta.
Emoções suaves...
Porém profundas e...
Agora posso ir!