sexta-feira, 28 de maio de 2010

Lua cheia

 
Algo totalmente inesperado aconteceu...


Cena de filme.


Totalmente inacreditável!!!


Uma garota e um garoto.


Um amigo em comum.


A disputa existente pela amizade.


Os ciúmes de ambos os cegavam.


Quando uma faísca surge de um momento inesperado.


Ela se assusta a principio e ele se lança de repente ao momento.


Uma conexão surge, inexplicavelmente.


Um sorriso nos lábios aparece.


Mais que um sorriso nos lábios dos dois.


Um momento simples e mágico.


Uma respiração profunda e sufocante.


Mãos que se tocam e lábios que se abraçam.


Olhos que sorriem e hálitos que se mesclam em uma dança sem fim.


Um sonho realizado, um pesadelo por vir.


O medo que golpeia pensamentos e sentimentos.


Uma situação complicada e aflitiva.


Um ou dois corações doloridos.


Angustia? Medo?


O que sentiam era indecifrável.


O futuro incerto a incomodava.


Quanto a ele, enigmas...


Lua cheia em noite de verão.


Uma dor a cortou do mundo.


Entre a realidade e seus devaneios,


Já não podia ver mais nada diante de seus olhos.


Sem notar ela passa pela encruzilhada aparentemente deserta.


Só a dor lhe fez submergir de suas fantasias.


A dor insuportável de não saber o que há por vir.


Não saberia, nunca, o que por ela ele sentia.


Por medo de não perguntar ou por medo de descobrir.


Deixou-se levar pelas incertezas,


O desconhecido a esperava e estava ao seu lado.


Lhe deu as mãos e se deixou guiar por algo que não conhecia.


Incertezas

Medos e incertezas giram ao meu redor.
O que seria certo e o que seria errado?
Já não posso mais respirar, o que me sufoca tanto?
Questões que não consigo responder,
Coisas que não consigo dizer,
Perguntas a se fazer e o medo.
O medo me faz retroceder,
Mais tenho medo de retroceder e perder,
Talvez possa ganhar, talvez não...
Mais como saberei se não tentar?
A dor me consome e é totalmente dilacerante.
O meu peito e coração se afogam em uma lágrima só.
Reconheceria, eu, a felicidade diante de meus olhos?
Ou a deixaria passar como passa uma brisa em um dia de calor?
Medo da felicidade?
Ou medo do sofrimento?
Medo de perder?
Ou medo de ganhar?
Por que não tentar?
O medo está em todas as respostas.
Mais o que me faz senti-lo?
Olha pra frente e não vejo nada.
O jeito é arriscar e seguir pela escuridão que me cerca.
Como darei o primeiro passo nessa direção?
Uma vez mais a incerteza.
Quando seguir? Quando parar?
Acho que só encontrarei essas respostas
Quando eu permitir que me coração sangre,
Sofra, chore, seja esmagado pelo medo.
Então não terei mais medo e poderei me jogar nesse abismo.
Nessa incertidão que é a vida.
Então meus olhos se abrirão para a verdade,
E as perguntas, ainda que sejam poucas,
Terão respostas.
O que inspira hoje é o medo de não conseguir o que quero,
O medo de conseguir o que quero,
E descobrir o que quero.

Noites


Talvez eu não queira ler.
Talvez eu nunca leia.
Inundei-me com sua beleza,
Mergulhei na doçura dos seus olhos.
Naveguei nas promessas dos seus lábios.
Perdi-me no deserto de seu corpo.
Vaguei sem rumo por sua voz.
Afoguei-me no seu hálito.
Tudo o que pensava ser não era.
Nunca foi.
Nunca existiu.
O medo inunda minhas palavras e atitudes.
A tristeza já percorre antecipadamente em minhas veias.
Talvez seja melhor nunca saber a verdade;
E continuar nessa maré de ilusão;
Minhas mãos tremem diante dessa derradeira mensagem;
Talvez a última.
Ou a primeira.
A indecisão me aflige e talvez deva tomar uma atitude.
Uma que me faça sangrar até a morte.
Ou outra que me afogue em lágrimas mais tarde.
Essa noite será mais uma daquelas;
Das que me matam;
Sufocam-me;
Tiram todo o meu ar.
Talvez você tenha vindo para me levar;
À Terra do Nunca na qual me perderei pro resto de meus dias.