"Y sólo se me ocurre amarte...
Tan pura la vida y tú tan llena de paz y de luz y sólo se me ocurre amarte..."
Escutando Alejandro Sanz e relendo meus antigos poemas. Fato estranho, raro e geralmente desencadeado por algo, ou melhor, por alguém. Alguém me fez relembrar de coisas antigas que costumava fazer e que também gosto, ainda gosto. Só para mim, claro.
A minha mescla de pensamentos agora é incrível como antes. Isso não muda. Minha maneira de lidar com eles que mudou. Agora consigo me acalmar com maior facilidade e me desligar dessa conexão que faço naturalmente assim que vejo muita coisa em comum com alguém e julgo ser especial.
Todos somos especiais, não seria isso em questão e sim quem eu faço especial para mim mesma.
EU sou especial para mim, portanto nada, nem ninguém tem o direito de alterar minha paz interior.
Estou cansada de paixões tórridas e avassaladoras. Estou cansada do superficial e trivial. Cansada do passageiro e sem valor real.
Cresci finalmente?
Não.
Definitivamente prefiro ser uma eterna aprendiz. Gosto mais disso. Essa sou eu.
Meu coração está mais forte e meio enferrujado para algumas coisas, talvez até perdendo certo brilho, mas ainda se encanta com a simplicidade e espontaneidade muito mais fácil que com qualquer outra coisa.
Não enjoo mais fácil como antes, claro. Mas algumas pessoas ainda me cansam. O padrão, o óbvio, o comum.
E assim prefiro terminar tal relato, sem detalhes como os outros, sem a empolgação tremenda, mas com uma vontadezinha quase incontrolável de encontrá-lo novamente.
Se acontecer bem, se não... Já aprendi a passar por isso.
Pessoas incríveis veem e vão o tempo inteiro.
Assim como eu.
"Yo quiero darte mi alegría, mi guitarra y mis poesías..."
domingo, 2 de novembro de 2014
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