domingo, 7 de dezembro de 2014

Esquecer é melhor

Ela queria esquecê-lo de todas as maneiras possíveis e ao mesmo tempo desejava tê-lo ao seu lado, queria as conversas de volta, os sorrisos, as histórias e que o sentimento fosse recíproco. Mas estava tão óbvio que ele era tudo aquilo que ela mais detestava mesmo sendo tudo aquilo que ela sempre quis.
Ele era como ela: duas pessoas em uma só.
O encanto estava difícil de ser quebrado e seus sentimentos lhe atormentavam dia e noite, a cada hora, cada minuto. Tantas pessoas melhores, tantas oportunidades. E ela somente tinha olhos para alguém que estava oculto por uma máscara que ela ainda não havia retirado. Não sabia se queria descobrir quem ele realmente era, só sabia que não queria sentir mais nada por ele. Disso ela sabia!
Ele não vale a pena! 
Como saber se ele realmente não valia a pena era sua dúvida.E se ele aparentasse tudo aquilo justamente por ter passado pelas mesmas coisas que ela e só precisasse adquirir mais confiança para poder se abrir? Ainda assim ele poderia ter um comportamento mais adequado aos sentimentos e se a ação não acompanha as palavras é porque ele realmente não vale nenhum esforço.
Cansada de pensar nele a melhor decisão era esquecer tudo.
Foi então que ela se deu conta que tentando não pensar nele foi que ela pensou.

domingo, 2 de novembro de 2014

Fim de um domingo qualquer

"Y sólo se me ocurre amarte...
Tan pura la vida y tú tan llena de paz y de luz y sólo se me ocurre amarte..."

Escutando Alejandro Sanz e relendo meus antigos poemas. Fato estranho, raro e geralmente desencadeado por algo, ou melhor, por alguém. Alguém me fez relembrar de coisas antigas que costumava fazer e que também gosto, ainda gosto. Só para mim, claro.
A minha mescla de pensamentos agora é incrível como antes. Isso não muda. Minha maneira de lidar com eles que mudou. Agora consigo me acalmar com maior facilidade e me desligar dessa conexão que faço naturalmente assim que vejo muita coisa em comum com alguém e julgo ser especial. 
Todos somos especiais, não seria isso em questão e sim quem eu faço especial para mim mesma.
EU sou especial para mim, portanto nada, nem ninguém tem o direito de alterar minha paz interior. 
Estou cansada de paixões tórridas e avassaladoras. Estou cansada do superficial e trivial. Cansada do passageiro e sem valor real.
Cresci finalmente? 
Não.
Definitivamente prefiro ser uma eterna aprendiz. Gosto mais disso. Essa sou eu. 
Meu coração está mais forte e meio enferrujado para algumas coisas, talvez até perdendo certo brilho, mas ainda se encanta com a simplicidade e espontaneidade muito mais fácil que com qualquer outra coisa.
Não enjoo mais fácil como antes, claro. Mas algumas pessoas ainda me cansam. O padrão, o óbvio, o comum.
E assim prefiro terminar tal relato, sem detalhes como os outros, sem a empolgação tremenda, mas com uma vontadezinha quase incontrolável de encontrá-lo novamente.
Se acontecer bem, se não... Já aprendi a passar por isso. 
Pessoas incríveis veem e vão o tempo inteiro. 
Assim como eu.

"Yo quiero darte mi alegría, mi guitarra y mis poesías..."

terça-feira, 1 de julho de 2014

Correr

Fugir!
Essa a palavra do dia hoje para mim.
Eu sinto tudo isso e um pouquinho de insegurança me faz querer sair correndo só para não ter que tomar uma decisão sobre como deverei agir.
Essa cachoeira de emoções me assusta, me trava quando sinto um por cento de insegurança.
Mas como sentir algo por alguém e ser completamente segura?
No início sempre existe a insegurança. Se eu não aprender a lidar com esse sentimento como vou conseguir me relacionar com alguém novamente?
Minhas mãos tremem e congelam só de escrever essas linhas... Imagine conseguir falar o que sinto e saber se é recíproco?
Qualquer coisa me assusta, por exemplo, ele não me ligou ontem, nem hoje, ele ainda não falou comigo até agora, ele não se despediu como costumava fazer, não falou as coisas que me dizia antes. Essa paranoia de quando começamos a sentir algo bom, de quando começamos a nos apaixonar e não sabemos para onde estamos indo.
É como pisar em um terreno desconhecido, novamente. É como mergulhar sem saber se vou voltar. Seria como saltar de paraquedas? Já me fizeram essa comparação.
Só sinto que hoje eu preciso correr disso. Correr dessa insegurança para tentar ser feliz. Mesmo que não seja o que espero devo manter os sentimentos ruins e o que me faz mal bem longe de mim. E tenho que aprender a não me afastar de alguém só porque estou me sentindo apaixonada ou porque não sei se sou correspondida.
Tenho que tentar, mesmo sem saber onde que vai dar tudo isso.
Tentar!
Tentar!
E tentar!!!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

E a rosa que você me deu ainda está ao meu lado.
Murchando... Mas segue ao meu lado me mostrando a sua beleza de uma maneira misteriosa e enigmática.
Toda vez que a vejo me lembro de ti e tento te sentir.
Ela está morrendo e talvez junto com ela o que tivemos, temos ou teremos...
Os tempos não fazem mais sentido, nem sei qual usar nem qual deverei escolher.
Só sei que a rosa está a murchar!

Overdose de sentimento

Essa história é algo doce.
Bem... Começou doce.
E agora no refúgio do meu quarto busco um anestésico para o doce que me consumiu e me atormenta. 
Quero não sentir!
Hoje não estou muito no clima de rir.
Esse riso é de nervoso! 
Só não rio quando estou triste! 
E hoje é uma mescla desses dias!
Sabe aquela pessoa que gosta de tudo o que você gosta? 
Desde escritores que nem todos conhecem a bandas e cantores?
Foi assim que tudo começou!
Mais como tudo que é maravilhoso de uma hora para outra escapa por minhas mãos, como a água e sua correnteza, essa não seria diferente!
Umas conversas, algumas histórias, várias risadas, muitos sorrisos e palavras!
Uns diamantes e ouro para assustar, um beijo repentino me fazendo corar. Almoços que viraram lanches, lanches que viraram jantas, jantas que viraram ceias e não vimos a hora nem o tempo passar.
Mojito para alegrar uma triste tarde, batata frita para complementar, chocolates para adoçar e mais um dia sem ver o tempo passar.
Uma viagem juntos, tolos a planejar!
Até que chega o dia em que me encontro mergulhada na água quente depois de umas boas doses de bebida entorpecida em sentimentos.
O que quero?
O que não quero?
O que aceito?
O que não aceito?
Não consigo falar de meus próprios sentimentos nem a mim mesma, nem debaixo do chuveiro quente com a cabeça a mil e o peito ardente!
Será que é o medo de sentir?
Não quero, não posso e não devo sentir isso por ele...
"Tudo muda o tempo todo no mundo".
E uma música se repete para aliviar essa overdose de sentimentos que não queria sentir e agora sinto e só notei e só senti de uma vez. 
Tudo repentino e sorrateiro me dói, me assusta.
Aliás até o mais vagaroso sentimento me assusta.
Seria eu uma masoquista sentimental?
Viciada em sofrer pelo que não posso e nem devo possuir?
"Não adianta fugir nem mentir pra si mesmo agora..."
Nem sei o que sinto como poderei mentir pra mim mesma?
Tantas questões, tantas vontades, tantos desejos... Logo agora!!!
"Tudo passa, tudo sempre passará".
Já estou entorpecida, logo desfalecida com o desejo de que uma boa noite de sono e um novo amanhecer mude esses sentimentos ou essa utopia louca que torna minha vida um rompante.
"Como uma onda no mar".
Será?
Passará como uma simples onda?
Só sei que neste momento me dói sentir, me dói descobrir o que sinto e o que queria... Que passe e passe logo ou que mude e mude logo.
Como me salvar desse vício?
Essa overdose de sentimentos repentinos me suga a cada segundo desse dia longo e infinito.

https://www.youtube.com/watch?v=LPEoHbI_8yI